AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO PRÉ-NATAL DO PARCEIRO REALIZADO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL

EVALUATION OF THE PARTNER’S ADHERENCE TO PRENATAL PROCEDURE AT A FAMILY HEALTH UNIT IN CAMPO GRANDE,MATO GROSSO DO SUL

REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10402833


Maria Karolina Cyles Alves¹
Emilly Cristina Costa Borges²
Bertha Lúcia Costa Borges³


Resumo

O Pré-Natal do Parceiro é uma das principais portas de entrada aos serviços da Atenção Primária à Saúde, pois oferta atividades de promoção, prevenção, autocuidado e orientações acerca de hábitos saudáveis para os homens e, apesar de sua relevância, observa-se que a população masculina demonstra desinteresse em participar dessa iniciativa. Com o objetivo de analisar a adesão à consulta de pré-natal do parceiro realizada em uma Unidade de Saúde da Família (USF) no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Realizou-se de uma pesquisa descritivo exploratória, retrospectiva, de abordagem quantitativa com dados secundários, de delineamento transversal, foram utilizados dados advindos do sistema e-SUS do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e das planilhas de gestão do cuidado das equipes. Após a identificação do número de pacientes com condição ativa de gestante sendo acompanhadas na  USF, foi realizada a extração dos relatórios de atendimento realizados no sistema e-SUS, foi observado que o pré-natal do parceiro apresenta uma adesão média mensal de 1,33% quando comparado ao número de acompanhamento pré-natal mensal da mulher. Nota-se a dificuldade de vinculação do público masculino com sua unidade de saúde.

Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal. Atenção Primária à Saúde. Paternidade.

1 INTRODUÇÃO

O Brasil dispõe de um Sistema Único de Saúde (SUS) gratuito que é regulamentado desde 1990 pela Lei 8.080/90, sendo uma de suas intenções a promoção da assistência terapêutica integral a todos os brasileiros. Para efetivar a integralidade, o SUS organiza sua Rede de Atenção à Saúde (RAS) de forma regionalizada e hierarquizada, tendo a Atenção Básica (AB) como a principal porta de entrada e a coordenadora do cuidado (BRASIL, 1990; 2017a).

Para garantir a consolidação e expansão da AB, o Ministério da Saúde elencou a Equipe de Saúde da Família (ESF) como a estratégia prioritária da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Dentre as atribuições dos profissionais enfermeiro e médico que compõem a ESF, encontra-se a realização de consultas de pré-natal (BRASIL, 2013; 2017a).

O pré-natal tem a finalidade de garantir o bom desenvolvimento da gestação e o nascimento de um recém-nascido saudável, sendo um cuidado que abrange diversos aspectos, inclusive fatores psicossociais. Tendo em vista, que a gestação é um período muito especial para toda a família, carregado de emoções e mudanças no cotidiano de todos que estarão envolvidos no cuidado deste novo membro (BRASIL, 2012; 2016a).

O Ministério da Saúde (2016a) cita que o planejamento reprodutivo e as ações do pré-natal foram tradicionalmente pensadas para a mulher, entretanto é de extrema importância a presença do pai ou companheiro no cuidado pré-natal, pois o envolvimento dele neste processo colabora para a formação de vínculos afetivos do homem com seu filho e sua parceira. E apesar de ter sido observado um aumento na participação paterna tanto no Brasil quanto em outros países, ainda é preciso esforços para a inserção do homem neste processo.

Segundo Brandão et.al., (2021) alguns homens não se inserem no cuidado pré-natal, pois o mesmo é visto pela sociedade como algo feminino. Dito isso, é fundamental o apoio do profissional de saúde para incentivar o homem a participar do cuidado pré-natal para que isso auxilie na construção de sua paternidade, contribuindo para a percepção de que apesar de complexo o papel de pai trará benefícios para si e para sua família.

A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) instituída pela Portaria nº 1.944, de 27 de agosto de 2009 tem como um de seus objetivos a realização de ações educativas com foco na paternidade. Evidenciando a importância da participação paterna no pré-natal, o Ministério da Saúde publicou em agosto de 2023 a segunda edição do Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde (BRASIL,2023).

Observou-se por meio da vivência profissional e da literatura científica a ausência do pai biológico ou adotivo nas consultas de pré-natal da gestante e a resistência do público masculino em acessar os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS). Diante disso, considerou-se a necessidade de melhor entender o contexto do pré-natal do parceiro, compreender os motivos que corroboram para a ausência do pai no cuidado pré-natal e contribuir de forma a instruir, como fonte de pesquisa, auxílio na assistência à população masculina.

 O presente estudo objetivou analisar a adesão à consulta de pré-natal do parceiro realizada em uma Unidade de Saúde da Família (USF) no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, bem como identificar os principais desafios dos profissionais de saúde no pré-natal do parceiro e descrever a importância da participação do pai nas consultas de pré-natal.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Saúde do Homem

Historicamente o sistema de saúde tem priorizado desenvolver ações para crianças, mulheres e idosos, pois são vistos como as populações mais vulneráveis. Com isso, o público masculino em sua maioria desenvolveu o hábito de evitar buscar atendimento em serviços de saúde pública, e orgulham-se desse fato, acreditando que assim demonstram invulnerabilidade. No entanto, esse comportamento de evitar as ações de promoção à saúde permite que algumas condições se agravem ocasionando maiores problemas e mais gastos para o sistema de saúde (BRASIL, 2009b).

Devido a fixação de muitos homens em reproduzir determinadas ações e estereótipos de gênero para reforçar sua masculinidade, tem sido observado alta exposição deste público a riscos desnecessários, o que ocasiona taxas elevadas de morbimortalidade pela exclusão destes indivíduos das ações de promoção à saúde realizadas na atenção básica, além disso este comportamento também desvaloriza os sentimentos de sensibilidade e afeto na vida destes homens (COELHO et.al., 2018).

Em consequência do absenteísmo nas ações de promoção à saúde, e da resistência masculina em implementar as medidas de prevenção primária, os homens têm adentrado no sistema de saúde por meio da atenção secundária, isso reforça a necessidade de consolidar e qualificar a APS para diminuir o sofrimento do paciente em decorrência dos agravos de saúde e para promover uma melhor qualidade de vida (BRASIL, 2009b).

Nesse sentido, é preciso conscientizar a população masculina sobre o conceito de cuidado, para que eles entendam que essas ações são específicas do ser humano, independente do gênero. Para promover estes cuidados os determinantes sociais devem ser considerados pelos profissionais de saúde, a fim de intervir no que for possível (COELHO et al., 2018).

Balbino e colaboradores (2020) identificaram que a dificuldade de acesso dos homens aos serviços de saúde é uma realidade em todo o país, essa cultura tem colaborado para a superlotação dos serviços, pois os pacientes buscam atendimento apenas quando as doenças estão avançadas.  Esse comportamento contribui para o distanciamento do homem com a equipe de saúde, indicando que uma das dificuldades na saúde do homem é o despreparo dos profissionais para atender esse público.

Ainda que sejam realizados esforços para inserção da população masculina na atenção básica à saúde, quando analisado o princípio da integralidade é percebido a falta de uma interação mais humanizada dos profissionais de saúde com o paciente. Expondo que a equipe de saúde precisa estar preparada para acolher esse homem e discutir suas necessidades livre de tabus e de forma confortável tanto para o paciente quanto para o profissional (CAROLINO, 2012). 

2.2. Pré-natal

Comumente a gestação é reconhecida apenas pelas mudanças que ocorrem no corpo da mulher, por conta disso muitas vezes o homem reconhece sua paternidade somente após o nascimento da criança, entretanto, essa é uma realidade que precisa ser mudada (BRASIL, 2016a).

A realização do pré-natal é primordial para proporcionar uma assistência de qualidade que ajuda a evitar futuras complicações maternas e neonatais, além disso auxilia as mulheres que estão experienciando as transformações advindas do processo de gestar (GANDOLFI, et al., 2019).

Percebe-se que as grávidas veem como proveitosa a participação ativa do seu parceiro no cuidado gestacional, para elas esse envolvimento é primordial, o desejo da gestante é que seu parceiro também se sinta grávido, contente, disposto e que dê suporte emocional a ela. Nessa situação, o enfermeiro deve incentivar a presença paterna expondo os direitos dele enquanto trabalhador e se necessário oferecer atendimento em horários flexíveis conforme disponibilidade da unidade, sendo essencial acolher o pai na USF para que ele se sinta parte do processo gravídico (SILVA et al., 2013).

A atenção primária como ordenadora do cuidado deve ser a responsável pelo acolhimento e acompanhamento longitudinal do trinômio pai-mãe-filho. Conforme demonstra o estudo de Mendes e Santos (2019), evidencia-se que gradativamente há um reconhecimento do pai em relação ao período gravídico e um desejo dos homens de se incluírem nesse processo, no entanto ainda existem alguns desafios culturais e empresariais que atravancam essa evolução (BRASIL, 2012).

2.3 Pré-natal do parceiro

A consulta de Pré-Natal do Parceiro apresenta-se como uma das principais portas de entrada aos serviços da Atenção Primária à Saúde, visto que oferta atividades de promoção, prevenção, autocuidado e orientações acerca de hábitos saudáveis para melhorar a vida dos homens (BRASIL, 2016a).

O Ministério da Saúde (2023) preconiza que o pré-natal do parceiro seja realizado em ao menos duas consultas, sendo que o primeiro atendimento focado no acolhimento, estabelecimento de vínculo, fornecimento de orientações, realização de testes rápidos detecção das Infecções Sexualmente Transmissíveis, avaliação de saúde e solicitação de exames laboratoriais, e a segunda consulta deverá abranger a avaliação dos exames solicitados e esclarecimento de dúvidas que possam ser trazidas pelo parceiro.

No âmbito do Sistema Único de Saúde a consulta de pré-natal do parceiro foi incorporada a Tabela de procedimentos SUS apenas em 2017, com o propósito de beneficiar a saúde dos homens, facilitar a avaliação sobre a adesão ao procedimento e demonstrar a efetividade desta estratégia (BRASIL, 2017b).

Apesar da relevância do pré-natal do parceiro, é observado que a população masculina demonstra desinteresse em participar de iniciativas voltadas à gestação de suas parceiras, principalmente quando não estão mais em relacionamento amoroso com a mãe da criança (VERAS; CARVALHO, 2020).

Tendo em vista que na nossa sociedade a participação paterna no acompanhamento de pré-natal não é incentivada, as políticas públicas têm utilizado estratégias como o pré-natal do parceiro para que haja o reconhecimento da paternidade seja exercido desde o período gestacional, a fim de ajudar na formação de vínculos do homem com sua família e oportunizar cuidados para a saúde da população masculina, por meio da realização de testes, exames e consultas odontológicas, médicas e de enfermagem (MARTINS et al., 2022).

Os testes rápidos para diagnóstico de Sífilis, Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e das Hepatites B e C fazem parte da rotina do pré-natal do masculino, essa estratégia auxilia na redução da transmissão vertical de infecções sexualmente transmissíveis, sendo assim é essencial que as equipes de saúde conscientizem a gestante e o parceiro sobre a importância da realização dos testes e da prevenção dessas doenças (SILVA et al.,2020).

É possível elencar diversos benefícios acerca da participação do parceiro nas consultas de pré-natal, este atendimento é oportuno para realização de exames, rastreamento de doenças, fornecimento de orientações sobre o processo da gestação, parto, puerpério e amamentação, para que o homem tenha entendimento sobre as necessidades de seu filho e de sua parceira e consiga dar suporte para essa mulher, inclusive dividindo as tarefas domésticas (MARTINS et al., 2022).

Todavia, a presença do pai não se restringe às consultas realizadas na USF, o Governo Federal instituiu por meio da Lei 11.108/05 o direito da parturiente de ter um acompanhante de livre escolha para estar com ela no período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato e neste sentido, os profissionais de saúde devem incentivar que o pai seja o acompanhante da mulher nesses momentos, informando eles sobre esse direito e estimulando o envolvimento do pai no acompanhamento integral da saúde de seu filho.

2.4 Paternidade

A maioria dos homens brasileiros vive se questionando sobre o que significa ser um “homem de verdade”, há uma preocupação excessiva em ter os comportamentos masculinos esperados pela sociedade. Nesse contexto, existe uma necessidade de negação de qualquer aspecto que possa ser entendido como ‘feminino’, o que corrobora para que eles se afastem dos cuidados familiares e do afeto com seus filhos, além de afastá-los das ações de autocuidado (BRASIL, 2016a).

A paternidade precisa ser entendida como um direito do homem, não deve ser exercida apenas como um dever legal; o pai deve ser incluído em todo o processo, desde a escolha do casal de ter ou não filhos, durante o acompanhamento de pré-natal, parto, pós-parto e também deve ser incluído nas rotinas da criança (BRASIL, 2009b).

Conforme disposto na Constituição Federal do Brasil o homem tem direito a cinco dias de licença paternidade. E para contribuir com o exercício da paternidade ativa, o Governo Federal por meio da Lei n°13.257/2016 ampliou a licença-paternidade em mais 15 dias sem prejuízo do salário para os homens que tenham realizado ao menos uma atividade de orientação a paternidade e que trabalhem em uma empresa vinculada ao Programa Empresa Cidadã (BRASIL, 1988, 2016b).

Visando assegurar esse direito, o Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 1.944, de 27 de agosto de 2009 instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) que define como alguns de seus objetivos: a promoção de mudanças de padrões no contexto da percepção masculina em relação ao autocuidado e a saúde de sua família, a estimulação da participação e inserção do homem nas ações de planejamento familiar, inclusive no âmbito da paternidade, entre outros (BRASIL, 2009a).

3 METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa descritivo exploratória, retrospectiva, de abordagem quantitativa com dados secundários, de delineamento transversal, ou seja, um único momento será utilizado para a geração dos dados advindos dos relatórios de número de atendimentos com o procedimento “Pré-natal do parceiro” realizados no sistema e-SUS do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e das planilhas de gestão do cuidado das gestantes realizadas pelas equipes, para verificar a adesão ao pré-natal do parceiro realizado na  Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Presidente, a coleta de dados foi realizada no período de Julho a Setembro de 2023.

Para o desenvolvimento do referencial teórico foi feito um levantamento sobre o tema selecionando artigos publicados e indexados na base de dados Scientific Eletronic Library Online (Scielo) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os descritores: cuidado pré-natal, paternidade e atenção primária à saúde, além disso foram utilizados cadernos e manuais do Ministério da Saúde relacionados à temática.

Esta pesquisa foi submetida à apreciação, sendo registrado em documento de anuência/autorização de pesquisa emitido pela Coordenadoria Geral de Educação em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do município de Campo Grande. Após a aprovação desta, a pesquisa foi submetida à avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ – Brasília) e aprovada sob Parecer: 6.206.525.

3.1 Local do estudo

O estudo foi realizado na Unidade de Saúde da Família Doutor Nasri Siufi/ Jardim Presidente que foi inaugurada em dezembro de 2022, parte do projeto Territórios Integrados de Atenção à Saúde (TEIAS), localizada no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que conta com três equipes de saúde da família, compostas em sua maioria por profissionais de saúde residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF), e Medicina de Família e Comunidade (MFC) ambas vinculadas à Secretaria Municipal de Saúde (SESAU).

Com o propósito de facilitar o acesso da população, esta USF atende com o incentivo do Programa Saúde na Hora, no formato de horário estendido com atendimentos ofertados das 07h às 19h, sem intervalo para almoço. Disponibilizando uma carta ampla de serviços, como: consultas médicas, de enfermagem e farmacêuticas, atendimento odontológico, atendimentos domiciliares, atendimento com profissional assistente social, dispensação de medicamentos, realização de curativos, aplicação de vacinas, nebulização, entre outros. 

3.2 Universo

Foram analisados os números de atendimentos realizados com o código de procedimento de pré-natal do parceiro sobre a proporção de gestantes vinculadas a USF e que possuíam o estado civil de Solteira, União Estável ou Casada em seu cadastro no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) ou nas planilhas de gestantes das equipes da unidade.

Atualmente, as equipes da USF onde foi realizado o estudo mantêm a rotina de ofertar o Pré-natal do parceiro em na forma de convite, ou seja, quando o homem acompanha a mulher no pré-natal, ou enviando as orientações sobre a consulta por intermédio da gestante.

 3.3 Amostra

O tamanho amostral foi obtido a partir da análise das planilhas de gestantes da Unidade de Saúde da Família em que o estudo foi desenvolvido, o período estabelecido para a pesquisa foi de julho a setembro de 2023, neste recorte verificou-se o número de gestantes acompanhadas pelas três equipes de saúde e que estavam em um relacionamento. Após, foram analisados os relatórios de produção gerados a partir do Sistema e-SUS utilizando para inclusão o procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” dos meses de julho a setembro de 2023.

Os critérios de exclusão foram: cadastros de gestantes que não estavam vinculadas a USF Jardim Presidente e que não possuíam parceria ou que não continham a informação do estado civil.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

O gráfico 1 demonstra o quantitativo de gestantes acompanhadas pelas equipes  de saúde da família, os dados apresentados foram estratificados das planilhas de gestão do cuidado da USF.

Gráfico 1 – Estado civil das gestantes que realizavam acompanhamento pré-natal na USF no terceiro trimestre de 2023.

Fonte: Elaborado pela Autora (2023).

Observa-se no gráfico 1 que a USF teve uma média de 67 pacientes com condição ativa de gestante realizando acompanhamento pré-natal mensal no intervalo da pesquisa. Das quais 63,6% estavam em um relacionamento, sendo que 51,2% estavam em um casamento e 12,4% mantinham o regime de união estável. Ademais, identifica-se que 11,9% mantém o estado civil de solteira.

O gráfico 2 apresenta os dados estratificados do relatório gerado pelo e-SUS com o número de atendimentos com o procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” realizado no período da pesquisa.

Gráfico 2 – Número de consultas de Pré-Natal do Parceiro realizadas comparadas com o número de pacientes com condição ativa de gestante no terceiro trimestre de 2023.

Fonte: Elaborado pela Autora (2023).

Verifica-se que o atendimento pré-natal do parceiro apresenta uma adesão média de 1,33% quando comparado ao número de acompanhamento pré-natal mensal da mulher. Sendo possível observar que em todo o mês de julho de 2023não foi realizada nenhuma consulta de pré-natal do parceiro na USF.

Observou-se, que a USF teve um total de 202 pacientes com condição ativa de gestante no terceiro trimestre de 2023, neste intervalo foram realizadas apenas 4 consultas de pré-natal do parceiro pelas equipes de saúde da família, apresentando uma adesão de 1,98% dos parceiros.

Gráfico 3 – Série histórica da USF Jardim Presidente: Consulta de Pré-Natal do Parceiro por categoria profissional.

Fonte: Elaborado pela Autora (2023).

 O Gráfico 3 demonstra, que apesar do baixo número de consultas de pré-natal do parceiro realizadas quando comparadas ao número de gestantes, 75% dos atendimentos aos parceiros foram realizados por profissionais enfermeiros e 25% por profissionais médicos.

Observou-se na realização desta pesquisa, a falta de adesão dos parceiros ao pré-natal do parceiro que é ofertado, sendo que na USF objeto de estudo é utilizada a estratégia de convite enviado pela gestante e sensibilização dos homens sobre o tema com palestras na sala de espera da unidade de saúde. Lima et al. (2021) observou que em um município de Mato Grosso, os enfermeiros utilizavam a orientação à gestante como única estratégia para captação dos parceiros.

 Yeganeh et al. (2017) demonstrou por meio de um estudo, que a maioria dos homens avaliam ter uma boa comunicação com sua parceria e referiram que se recebessem um convite para realização do pré-natal vindo delas, teriam uma boa aceitação. 

Apesar desses esforços, Cardoso et al. (2018) observaram em um estudo descritivo exploratório de abordagem qualitativa em uma USF que além dos compromissos como trabalho e estudo, alguns homens não aderiram ao cuidado pré-natal por opção das próprias gestantes, que preferiam excluí-los deste momento, por acreditarem ser um espaço exclusivamente feminino.

Ademais, Ribeiro, Gomes e Moreira (2017) afirmam que nossa cultura considera mães e seus bebês como indivíduos frágeis e que necessitam de cuidados, este pensamento também pode impedir que os profissionais de saúde percebam e incluam os homens como pessoas que detém o direito ao cuidado em saúde.

Destaca-se que as mulheres apresentaram uma maior adesão ao pré-natal nesta pesquisa, fato que pode estar associado a este ser de caráter obrigatório, tratando-se de um direito da criança amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em vigência desde 1990.

Entretanto, percebe-se que um grande obstáculo para a adesão ao pré-natal do parceiro é a dificuldade do homem conseguir ausentar-se do trabalho, historicamente o homem é visto como o provedor da família e espera-se que a mulher seja a responsável por gerar e cuidar; este conceito fica evidenciado quando observamos a diferença nos prazos de licença paternidade e maternidade (COSTA; TAQUETTE, 2017).

Alves et al. (2021) demonstraram que os profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde devem estar qualificados para acolher e ofertar uma atenção integral ao público masculino, inserindo estes homens nos programas já existentes na unidade e se necessário criando novas estratégias para atingir este público alvo, com o objetivo de incluir o parceiro no pré-natal de suas companheiras, tendo em vista que este é um momento oportuno para criação de vínculos entre o trinômio mãe-pai-filho.

Santos et al. (2022) afirmam que os profissionais de saúde precisam atuar de forma acolhedora e empática para com as gestantes e seus parceiros, incentivando a participação destes nas rotinas de cuidado pré-natal, esclarecendo dúvidas e oportunizando o período da gestação para ofertar orientações gerais em saúde e incentivo a adoção de hábitos saudáveis.

No presente estudo, observou-se que os enfermeiros realizaram um número maior de atendimentos ao parceiro quando comparado a categoria médica, fato que se contrapõem a um estudo em unidades de saúde de um município realizado por Mato Grosso por Lima et al. (2021) no qual notaram que a maioria dos profissionais enfermeiros desconhece o Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais da Saúde, e que nunca participaram de uma Educação Permanente em Saúde (EPS) que abordasse essa temática.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nota-se neste estudo que os profissionais de saúde da USF conhecem a estratégia do Pré-Natal do Parceiro, porém podem enfrentar dificuldades para sua implementação, tais como a baixa compreensão sobre a importância do pré-natal do parceiro, a falta de divulgação da estratégia a sociedade pelo governo federal e a sensação de estranheza causada no público masculino pelo termo “pré-natal do homem” (MELO; LEAL; SOARES, 2023).

Pontua-se como limitações do estudo: dificuldade para encontrar o número fidedigno de pré-natais do parceiro realizados, pois o filtro disponível no sistema e-SUS contabiliza apenas o número total de consultas feitas, não sendo possível verificar se o homem realizou o mínimo de duas consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde; e o estudo ter sido realizado apenas em uma das unidades de saúde da família do município, sendo um recorte do estado da saúde do homem na APS.

Apesar das limitações apontadas para este trabalho, seus achados evidenciam que ainda existem inúmeros desafios a serem superados para alcançarmos o princípio da integralidade na saúde do homem, identifica-se a necessidade de instituir novas estratégias para vinculação do público masculino com sua unidade de saúde. As contribuições desta pesquisa incluem a promoção de reflexão sobre as dificuldades de implementação do pré-natal do parceiro e incentivo a sua efetivação e divulgação.

REFERÊNCIAS

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BRANDÃO, Marlise Lima; COSTA, Ivone da; AMARANTE, Ana Carolina Rocha Maçaneiro; CANDIDO, Juliane Aparecida. SENTIMENTOS PATERNOS, DA GESTAÇÃO AO PARTO. Cadernos da Escola de Saúde, [S.L.], v. 20, n. 1, p. 1-16, 5 ago. 2021. Centro Universitário Autônomo do Brasil. http://dx.doi.org/10.25192/issn.1984-7041.v20i15922. Acesso em 9 dez. 2022

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1 Enfermeira discente do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Instituição SESAU/FIOCRUZ, Campo Grande/MS. E-mail: mariakarolinacyles@gmail.com

² Cirurgiã-dentista discente do Curso de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Instituição SESAU/FIOCRUZ, Campo Grande/MS. E-mail: emillyborgesodonto@gmail.com

³ Enfermeira doutoranda do Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste da UFMS; Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília – UnB (2009).
E-mail: borges.bertha@gmail.com

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