Autor: Priscila da Costa Anunciação

Título: Estratificação de risco como ferramenta de organização do cuidado a pessoas diabéticas.

ANUNCIAÇÃO, Priscila da Costa. Estratificação de risco como ferramenta de organização do cuidado a pessoas diabéticas. 2022. p 21. Trabalho de Conclusão de Residência – Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família SESAU/FIOCRUZ. Campo Grande/MS, 2022.

O Diabetes Mellitus (DM) trata-se de um distúrbio metabólico onde a deficiência na produção de insulina ou em sua ação causa a hiperglicemia, trazendo consigo o aumento de morbidade, bem como redução da qualidade de vida e elevação da taxa de mortalidade. A estratificação de risco é uma importante ferramenta utilizada na Atenção Básica para obter conhecimento significativo da população usuária de um serviço, possibilitando desfragmentar a atenção baseada na oferta de consultas e procedimentos desorganizados. Este estudo tem o objetivo de apresentar um plano de intervenção sobre o uso da estratificação de risco na organização do cuidado a pessoas diabéticas em uma equipe de Unidade de Saúde da Família que atende uma população indígena em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Trata-se de um estudo descritivo sobre o uso da estratificação de risco como ferramenta de organização do cuidado a pessoas diabéticas, onde foram coletados dados como exames laboratoriais glicemia em jejum e hemoglobina glicosilada dos últimos seis meses, três aferições de pressão arterial, internação por complicações agudas nos últimos doze meses e complicações crônicas relacionadas ao DM. Realizamos a estratificação de risco conforme as diretrizes de DM classificando-os em risco baixo, médio, alto e muito alto. Dos 85 participantes, 60 são do sexo feminino e 25 do masculino, faixa etária entre 41 a 93 anos, com média de aproximadamente 59 anos. Após a estratificação de foi possível observar um risco muito alto, 56,47% (n= 48), sendo que 18 foram classificados como risco alto (21,18%) e 19 como risco médio (22,35%). Diante dos resultados demonstrou-se uma necessidade de intervenção eminente. Este projeto de intervenção pode identificar, através da classificação, quais pacientes estavam no risco muito alto e necessitavam de ações céleres de programação do cuidado e ações específicas para controle do DM, se fez importante também para auxiliar no processo de trabalho da equipe, a fim de programar a periodicidades das consultas dos pacientes e priorizar aqueles que necessitavam. Assim sugere-se a ampliação da estratificação de risco dos pacientes diabéticos das demais equipes da USF Vida Nova, visando a melhoria, tanto no processo de trabalho como na atenção prestada aos usuários.

Palavras-chave: Estratificação de risco. Diabetes Mellitus. Condições Crônicas.